Pesquisar este blog

15 de fev de 2011

Teu corpo ?

Toco teu corpo tão suavemente
Pele aveludada, pétala de flor...
E sinto na língua todo o ardor
Quando a deslizo lentamente!

Bebo de teu corpo, o puro amor
Saciando minha sede, lentamente
Saboreando o mel tão docemente
Cada gotinha pura do teu sabor!

Oh nectar, divino e tão ardente
Que meus lábios tanto apuram
O fogo que vem apaixonadamente...

Chama que arde, a minha paixão
Que teu corpo solta avivamente

11 de fev de 2011

Ahñ??? Alguém por acaso conhece estas definições para as melhores madrugadas da vida de um jovem?
Piano? Canção romântica?
Francamente, a coisa mais romântica que toca na balada é Shakira. Chopin? Bom, a coisa mais próxima é Methalicca...

Hoje demos à palavra um novo sentido, que diga-se de passagem é bem mais interessante. A balada é uma etapa importante para a vida do jovem. Minha avó se não estivesse doente diria que estamos perversos: “Onde já se viu, essas meninas soltas pela rua, de madrugada, com sainhas curtinhas? E esses rapazes bebendo como mortos de sede no deserto?? Esse mundo está mesmo perdido...”

Balada dá a esperteza que precisamos para estarmos mergulhados neste mundo às avessas. O que seria de nós sem os beijos noturnos, sem os abraços quentes, sem as músicas estourando os tímpanos?

É na balada que descarregamos nossos cansaços, nossos desgostos, nossa falta de bom senso. Na madrugada fria nos aquecemos e na quente pegamos fogo. É o nosso momento mais jovem. Como o mundo está em constante transformação, estamos ganhando responsabilidades cada vez mais cedo, temos uma vida de pseudoadultos e não de jovens. Descontrair para nos tornarmos normais, para sermos jovens de fato.

Você já parou para observar como um jovem que não vai às baladas é um ser a parte do mundo? Ele simplesmente não pode ser considerado normal, deve ouvir Nelson Ned e Angela Maria e ler Sabrina antes de dormir. É o tipo de gente que vê gnomos e morre de medo de bruxas. É um ser quase sempre excluído, o laranja da turma, o zé-tontão. E a primeira balada de alguém assim é uma perdição. Eles querem beber de tudo, dançar com todo mundo e catar qualquer coisa, só para acordar dizendo que beijou na boca.

Estar na balada é bem mais do que sair para se divertir. É curtir os amigos, conhecer pessoas, esbarrar no amor, ser livre por um instante fazendo algo que agrade, deixar a música levar o corpo para um estágio de prazer. O que nunca pode faltar é alegria e responsabilidade. Um bom baladeiro tem direitos e deveres, e deve exigir e cumprir todos eles.

Você não pode achar que a pista é um ringue e sair se achando o Popó, batendo em todo mundo. Deve ser responsável o bastante para curtir a noite com respeito a si próprio, preservando a sua vida antes do uso de drogas e bebidas alcóolicas. É claro que ninguém vai para a balada só para dançar, como não vai só para beijar, mas que nunca seja só para beber, sacou? O bom mesmo é unir o útil ao agradável...
Você chega, mede o ambiente, mira um alvo, toma uma bebida que seja suficiente para você, vai para pista, dança, dança, dança...até que o alvo esbarra no seu ombro e como quem não quer nada, pede aquela desculpa esfarrapada, e basta para você conversar horas a fio, beijar muito na boca e ser feliz pela noite toda. Se rolar a troca de telefones você irá passar a semana inteira esperando o telefone tocar ou irá fazê-lo para não ter que esperar. Mas se foi só aquele momento e nada mais, você terá aprendido alguma coisa com aquele alguém, que usará na próxima balada.

Mas... e se eu não beijar ninguém? Confesso que acho bem melhor não beber nada, mas se você não beijar e daí? Virão outras baladas e um dia, quem sabe, você não esbarre em alguém que também precisa de companhia.

Balada é refúgio do jovem, é a busca da felicidade que esteve oculta durante a dia todo.